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A independência do Brasil Durante os treze anos que D. João VI e a corte permaneceram no Brasil, este território registou grandes progressos: - a cidade do Rio de Janeiro tornou-se sede do Governo; - foram criadas repartições de finanças, justiça e da polícia; - foram construídos hospitais, escolas, teatros e bibliotecas; - foram criadas indústrias e abertas estradas; - os portos brasileiros foram abertos aos comerciantes estrangeiros, o que desenvolveu o comércio externo. Assim, o Brasil deixou de ser uma colónia para se tornar um reino. Mas quando D. João VI regressou a Portugal, deixando o príncipe D. Pedro, seu filho, a governar o Brasil, as Cortes Constituintes decretaram: - que o Brasil voltasse a ser uma colónia; - que o seu comércio externo voltasse a passar por Portugal; - que D. Pedro regressasse a Portugal. |
burguesia brasileira |
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coroação de D. Pedro como imperador do Brasil |
A estas imposições, D. Pedro reagiu decidindo permanecer no Brasil. Para tal contou com o apoio da burguesia brasileira. As Cortes Constituintes reagiram, anulando todos os poderes do príncipe. Ao receber esta notícia, D. Pedro declarou a independência do Brasil, a 7 de Setembro de 1822. |
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O Grito do IPIRANGA Em Agosto de 1822, D. Pedro viajou do Rio de Janeiro para São Paulo para resolver um problema político. Quando as coisas estavam resolvidas e ele seguia para Santos, chegaram ordens das Cortes (de Portugal): D. Pedro deveria voltar para lá naquele instante (...) Mandaram-lhe mensageiros com essas notícias. Um deles encontrou-o nas margens do rio Ipiranga, em São Paulo. Era a tarde de 7 de Setembro de 1822. D. Pedro leu os decretos e decidiu logo proclamar a independência do Brasil, senão ficava prisioneiro das Cortes. Trinta e oito pessoas assistiram: D. Pedro desembainhou a espada, ergueu-a alto e gritou:
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